{"id":471,"date":"2025-05-23T11:30:39","date_gmt":"2025-05-23T16:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/?p=471"},"modified":"2025-05-23T11:30:39","modified_gmt":"2025-05-23T16:30:39","slug":"moises-diniz-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/?p=471","title":{"rendered":"Mois\u00e9s Diniz Lima"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"258\" height=\"363\" src=\"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-18.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-472\" srcset=\"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-18.png 258w, https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-18-213x300.png 213w\" sizes=\"(max-width: 258px) 100vw, 258px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Mois\u00e9s Diniz Lima <\/strong>ingressou na Academia Acreana de Letras em 28 de abril de 2011, para ocupar a Cadeira 25, que tem como patrono Heliodoro Balbi, membro fundador Felipe Menin\u00e9ia Pereira, e antecessores Alberto Zaire e Fernando de Castela. Atualmente, \u00e9 vice-presidente na Diretoria Executiva da AAL (2023-2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Nasceu \u00e0s margens do Rio Am\u00f4nia, em Cruzeiro do Sul (AC), em 11 de agosto de 1963. \u00c9 filho de Ad\u00e9lia Diniz Lima e Francisco Pereira Lima. Tem seis irm\u00e3os: F\u00e1tima Diniz Lima, Mariano Diniz Lima, Francisco Diniz Lima, Maur\u00edcio Diniz Lima, Maria Alice Lima Braga e Mauro Diniz Lima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 casado com Maria Jurgleide Gomes Pinto, com quem teve cinco filhos, a saber: Jurgleivaldo Pinto Figueiredo, Raifranco Pinto Figueiredo, \u00cdsis Diniz Lima, Lis Diniz Lima e \u00cdnia Diniz Lima. Tamb\u00e9m tem uma neta: Marina Diniz de Sousa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como filho do Juru\u00e1, \u00e9 uma s\u00edntese biocultural dos nordestinos, notadamente dos cearenses e do povo Ashaninka que, h\u00e1 milhares de anos, ocupou aquela regi\u00e3o que integra o atual Estado do Acre. Mois\u00e9s iniciou os seus primeiros anos do ensino fundamental na escola Rego Barros (1973 a 1976), e os seus \u00faltimos na Escola S\u00e3o Jos\u00e9 (1977 a 1980). Fez o ensino m\u00e9dio no Instituto S\u00e3o Jos\u00e9 (1981 a 1983) e a gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia na Ufac (de 1991 a 1994).<\/p>\n\n\n\n<p>Desde jovem, frequentou a Congrega\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os Maristas, Ordem religiosa na qual professou votos tempor\u00e1rios de pobreza, castidade e obedi\u00eancia. Foi no curso universit\u00e1rio, no munic\u00edpio de Tarauac\u00e1, que despertou seus talentos intelectuais, consci\u00eancia pol\u00edtica e milit\u00e2ncia partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na condi\u00e7\u00e3o de acreano do Juru\u00e1, testemunhou o processo de expropria\u00e7\u00e3o dos seringueiros e de suas fam\u00edlias, no munic\u00edpio de Tarauac\u00e1. Foi quando se posicionou em favor da resist\u00eancia dos trabalhadores extrativistas com rela\u00e7\u00e3o ao processo de expuls\u00e3o de suas posses. Atuou na organiza\u00e7\u00e3o dos sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais de Tarauac\u00e1, onde se estabeleceu desde 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m militou em organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, juvenis, ind\u00edgenas, culturais, e em defesa das mulheres que sofrem viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi militante do Partido Comunista do Brasil de 1986 a 2019. No percurso de sua trajet\u00f3ria, tem se colocado ao lado dos explorados, marginalizados e exclu\u00eddos. Sua atua\u00e7\u00e3o, ao longo dos anos, tem contribu\u00eddo para a implanta\u00e7\u00e3o de programas e projetos de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 cidadania plena para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como seminarista, adquiriu relativa erudi\u00e7\u00e3o no campo das humanidades, sendo comprometido com a valoriza\u00e7\u00e3o do ser humano e com a defesa das m\u00faltiplas formas de vida. Reconhece que a dimens\u00e3o cultural \u00e9 uma \u201ctrincheira\u201d privilegiada para a luta contra opress\u00f5es, viol\u00eancias e discrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Tarauac\u00e1, foi vereador nos anos de 1993 a 1996; e vice-prefeito, de 1997 a 2000. Foi deputado estadual por diversos mandatos, a saber: 2003 \u2013 2006 \u2013 2007 \u2013 2010 \u2013 2011 \u2013 2015. Em seguida, foi deputado federal (2016-2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Homem simples, da fala pausada e reflexiva, fiel \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es da gente e da terra acreana, fez da tribuna do Parlamento, em muitas ocasi\u00f5es, o lugar da poesia. Segundo ele: \u201ca poesia \u00e9 a nossa alma que herdamos dos tempos imemoriais, quando o homem ainda n\u00e3o havia se tornado lobo do semelhante. A pol\u00edtica \u00e9 a ferramenta necess\u00e1ria para vencer os lobos e lutar pela felicidade humana\u201d (Discurso de posse na Academia Acreana de Letras, dispon\u00edvel no site da AAL).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 autor das seguintes obras: <em>Exclama\u00e7\u00f5es populares <\/em>(1988); <em>Bandeira G\u00eamea <\/em>(2006) e o <em>Santo de Deus <\/em>(2009). Todas expressam o seu humanismo, a cr\u00edtica crist\u00e3 e a \u201cliquidez da vida\u201d. Dialoga com m\u00faltiplos saberes, utopias e declara sua f\u00e9 no humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mois\u00e9s Diniz Lima ingressou na Academia Acreana de Letras em 28 de abril de 2011, para ocupar a Cadeira 25, que tem como patrono Heliodoro Balbi, membro fundador Felipe Menin\u00e9ia Pereira, e antecessores Alberto Zaire e Fernando de Castela. Atualmente, \u00e9 vice-presidente na Diretoria Executiva da AAL (2023-2026). 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