{"id":456,"date":"2025-05-23T11:16:52","date_gmt":"2025-05-23T16:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/?p=456"},"modified":"2025-05-23T11:16:52","modified_gmt":"2025-05-23T16:16:52","slug":"maria-jose-bezerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/?p=456","title":{"rendered":"Maria Jos\u00e9 Bezerra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"262\" height=\"287\" src=\"https:\/\/academiaacreanadeletras.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-457\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Maria Jos\u00e9 Bezerra <\/strong>ingressou na Academia Acreana de Letras em 15 de junho de 2004, para ocupar a Cadeira 40, que tem como patrono Ramalho Junior, membro fundador Adalberto Sena, e antecessor Geraldo Gon\u00e7alo. Em 28 de novembro de 2022, foi homenageada com o T\u00edtulo de Imortal Em\u00e9rita, pelos valorosos servi\u00e7os prestados a AAL. Exerceu o cargo de Segunda Secret\u00e1ria da Diretoria Executiva da AAL, nos mandatos de 2007 a 2009; 2009 a 2011; 2011 a 2013; 2018 a 2020; e 2020 a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida em Recife\/PE, no dia 25 de dezembro de 1953, filha \u00fanica de Jos\u00e9 S\u00e1tiro Bezerra (Pilar) e Josefa Ferreira dos Santos (Zefinha).\u00c9 m\u00e3e da advogada Luanda Maria Bezerra de Siqueira Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Proveniente dos segmentos sociais populares, aprendeu a conviver com \u201cos diferentes\u201d, tanto na resid\u00eancia do av\u00f4 materno (Ant\u00f4nio Ferreira dos Santos) localizada no bairro do Cordeiro, onde residiu at\u00e9 os 6 anos de idade, quanto no ambiente <em>escolar, universit\u00e1rio, profissional, erudito&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tem consci\u00eancia do que \u00e9 ser nordestina, mulher e negra, devido \u00e0s ra\u00edzes africanas do seu av\u00f4 paterno, Ant\u00f4nio Jos\u00e9 Bezerra e as experi\u00eancias vividas em v\u00e1rios espa\u00e7os sociais. <em>Pelas suas v\u00e1rias misturas assume a postura de um ser m\u00faltiplo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingressou na Academia Acreana de Letras em 15 de junho de 2004, para ocupar a Cadeira n. 40, que tem como patrono Ramalho Junior, membro fundador Adalberto Sena, e antecessor Geraldo Gon\u00e7alo. Em 28 de novembro de 2022 foi homenageada com o T\u00edtulo de Imortal Em\u00e9rita, pelos valorosos servi\u00e7os prestados \u00e0 AAL. Exerceu o cargo de Segunda Secret\u00e1ria da Diretoria Executiva da AAL nos mandatos de 2007 a 2009; 2009 a 2011; 2011 a 2013; 2018 a 2020; e 2020 a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 graduada em Hist\u00f3riapela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); concluiu dois mestrados em Hist\u00f3ria, um pela UFPE e outro pela UFAC\/UFPE. Tem Doutorado em Hist\u00f3ria Social, pela Universidade de S\u00e3o Paulo (2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Jos\u00e9 Bezerra ingressou na Universidade Federal do Acre (UFAC)no ano de 1984, por concurso p\u00fablico, obtendo o 1\u00ba lugar na \u00e1rea de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea. Permaneceu na institui\u00e7\u00e3o at\u00e9 novembro de 2012, quando se aposentoudo quadro docente na condi\u00e7\u00e3o de Professora Associada II, do Centro de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas. No per\u00edodo que esteve vinculada a UFAC ministrou disciplinas nos cursos de Hist\u00f3ria (licenciatura e bacharelado), Economia (bacharelado) Geografia (bacharelado) e Ci\u00eancias Sociais (bacharelado). No \u00e2mbito da UFAC tamb\u00e9m realizou pesquisas e desenvolveu projetos de extens\u00e3o comunit\u00e1ria, v\u00e1rios destes em a\u00e7\u00e3o consorciada com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas localizadas no estado do Acre e em outras Universidades e institui\u00e7\u00f5es nacionais e estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Teve uma breve experi\u00eancia de ensino e pesquisa nos cursos de Administra\u00e7\u00e3o \u2013 especializa\u00e7\u00e3o em An\u00e1lise de sistema, Comunica\u00e7\u00e3o Social especializa\u00e7\u00e3o em jornalismo, e Servi\u00e7o Social, ministrados no Instituto de Ensino Superior do Acre (IESACRE).<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se ainda que foi estagi\u00e1ria do Projeto Rondon, no Hospital Get\u00falio Vargas (1973) e o per\u00edodo em que lecionou no Gin\u00e1sio Pernambucano (1976), na Escola de Aprendizes Marinheiro de Pernambuco (1980-1984) e na Faculdade de Forma\u00e7\u00e3o de Professores em Goiana (1980-1984).<\/p>\n\n\n\n<p>Em toda a sua carreira foram 40 anos dedicados ao magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase da vida, apesar dos problemas de sa\u00fade, est\u00e1 desenvolvendo uma pesquisa a n\u00edvel de p\u00f3s-doutorado na USP, com a seguinte abordagem: \u201c<strong>Escuta das outras<\/strong> \u2013 a imigra\u00e7\u00e3o de mulheres oriundas da \u00c1frica portuguesa para o Brasil, ou delas descendentes\u2013 um estudo de caso: mulheres quilombolas em S\u00e3o Paulo\u201d, no qual a meta \u00e9 trazer para o cen\u00e1rio da escrita da hist\u00f3ria, a mulher negra\/preta, em geral discriminada pela cor e condi\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria brasileira vivida ou escrita sempre privilegiou o protagonismo masculino. Raramente o agir das mulheres est\u00e1 presente, e nesse sentido destacamos as pesquisas e publica\u00e7\u00f5es da historiadora Mary Del Priori.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a problem\u00e1tica que busca enfrentar \u00e9 o desafio de refletir e escrever um texto hist\u00f3ricoque traz para a escrita da hist\u00f3ria <strong>asvozes, mem\u00f3rias e oralidades de mulheres quilombolas<\/strong> radicadasno estado de S\u00e3o Paulo, dando \u00eanfase as <strong>vozes, mem\u00f3rias e experi\u00eancias de mulheres marcadas pela cor, <\/strong>o que demanda trabalhar com v\u00e1rias fontes: bibliogr\u00e1fica, documental e oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, escreveu um cap\u00edtulo no livro editado em homenagem a escritora Florentina Esteves, publicado pela Funda\u00e7\u00e3o de Cultura Elias Mansour e tamb\u00e9m produziu dois cap\u00edtulos da obra organizada pelo Prof. Dr. Regin\u00e2mio Bonif\u00e1cio de Lima, docente do Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFAC e membro da AAL, alusivo a trajet\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o at\u00e9 o tempo presente.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima publica\u00e7\u00e3o: <strong>Projeto Rondon na Amaz\u00f4nia Legal (1968- 1989); (2005- 2021<\/strong>) foi publicada em 2024, atrav\u00e9s da EAC e encaminhada a v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte de sua produ\u00e7\u00e3o se encontra nos arquivos da Biblioteca da Casa Branca, em Washington, EUA. A maior Biblioteca do Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Relevante tamb\u00e9m assinalarmos que desde 1985, Maria Jos\u00e9 vem colaborando com a imprensa local do Acre publicando artigos, mat\u00e9rias e informes. Inclusive os 11 fasc\u00edculos da s\u00e9rie \u201cMem\u00f3ria e imagens da Revolu\u00e7\u00e3o Acreana\u201d impressos pelo jornal \u201cA Tribuna\u201d, al\u00e9m de ter coproduzido 10 v\u00eddeos sobre temas do Acre, no estilo de document\u00e1rio, com fins pedag\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conv\u00e9m destacarmos a produ\u00e7\u00e3o da Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado \u201cInven\u00e7\u00e3o da Cidade \u2013 a moderniza\u00e7\u00e3o de Rio Branco durante a gest\u00e3o do governo Guiomard Santos (1946 \u2013 50)\u201d &#8211; 2002 e a Tese de Doutorado \u201cInven\u00e7\u00f5es do Acre \u2013 do Territ\u00f3rio a Estado \u2013 um olhar social\u201d-2006, e organiza\u00e7\u00e3o e transcri\u00e7\u00e3oda colet\u00e2nea de documentos da publica\u00e7\u00e3o \u201cDocumenta Galvez \u2013 o Estado Independente do Acre \u201c &#8211; 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer uma s\u00edntese anal\u00edtica de suas cria\u00e7\u00f5es constata-se a afinidade de Maria Jos\u00e9 com a tradi\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica francesa denominada \u201c\u00c9cole des Annales\u201d, que se revela na escolha dos temas; nos di\u00e1logos com outras \u00e1reas do conhecimento humano presentes nas interpreta\u00e7\u00f5es constru\u00eddas; nas abordagens centradas no social ou cultural; nas linhas de pesquisa relacionadas \u00e0 Mem\u00f3ria e identidade; Grupos sociais, espa\u00e7o e natureza; cidade e modernidade; na utiliza\u00e7\u00e3o de fontes diferenciadas e em suportes diversos, numa escrita que prioriza a linguagem coloquial ou liter\u00e1ria, especialmente metaf\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos limites dessa amostragem de biografia, ressaltamos os seguintes t\u00edtulos: \u201cDossi\u00ea (AC) eleva\u00e7\u00e3o do Acre a Estado\u201d (Org.) &#8211; 1992; \u201cSenhores da Rua \u2013 o imagin\u00e1rio de crian\u00e7as e adolescentes de\/na rua da cidade de Rio Branco \u2013 AC\u201d (organiza\u00e7\u00e3o e coautoria) 1997; \u201c\u00c1lbum da cidade de Rio Branco \u2013 a marca de um tempo-hist\u00f3ria, povo e cultura\u201d (organiza\u00e7\u00e3o e coautoria) &#8211; 1993; \u201c\u00c1lbum da Cidade de Cruzeiro do Sul \u2013 revisitando o Juru\u00e1\u201d (organiza\u00e7\u00e3o e coautoria)- 1994; \u201cCaminhos da educa\u00e7\u00e3o \u2013 Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFAC \u2013 15 anos de hist\u00f3ria (organiza\u00e7\u00e3o e coautoria) 1998; \u201cDamas da Noite \u2013 sexualidade e prazer como estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia (organiza\u00e7\u00e3o e coautoria) &#8211; 2001; \u201cChico Mendes in memoria\u201d (publicado nos EUA \u2013 New Orleans, organiza\u00e7\u00e3o e coautoria) &#8211; 1998; \u201cAlgumas reflex\u00f5es sobre mem\u00f3ria y oralidade de las \u2018Damas da noite\u2019 (artigo publicado na Espanha, na Revista do Departamento de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea &#8211; Barcelona) &#8211; 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a aposentadoria da UFAC tem participado de v\u00e1rios cursos ministrados por docentes de alto n\u00edvel acad\u00eamico, v\u00e1rios com t\u00edtulos de doutorado e p\u00f3s-doutorado por Universidades mundiais de alto n\u00edvel, a exemplo da Universidade de Jerusal\u00e9m, classificada entre as 100 melhores do mundo. Tamb\u00e9m tem produzido artigos em obras coletivas, dentre outras atividades com fins culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de certa fragilidade no campo da sa\u00fade (at\u00e9 o presente 23 cirurgias ao todo), Ela \u00e9 aquela que N\u00c3O DESISTE NUNCA.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Curtir a fam\u00edlia, viajar e contemplar as belezas da natureza \u2013 bichos, plantas, rios, mares e oceanos. N\u00e3o h\u00e1 coisa melhor&#8230;<\/em> Afinal, ningu\u00e9m \u00e9 de ferro&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n\n\n\n<p>AZEVEDO, Magaly Mattos, BEZERRA, Maria Jos\u00e9. <strong>Caminhos de educa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFAC- 15 anos de hist\u00f3ria. Rio Branco -AC \u2013 15 anos de hist\u00f3ria. Rio Branco-AC: Gr\u00e1fica da UFAC, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9. ARAUJO, Telma Galdino da Silveira<strong>. Revisitando o Gin\u00e1sio Pernambucano<\/strong>&#8211; mem\u00f3rias, oralidades e hist\u00f3rias. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9 et al. (Org.). <strong>Dossi\u00ea- Acervo: Guiomard Santos (Acre)<\/strong> Eleva\u00e7\u00e3o do Acre a estado. Rio Branco: Gr\u00e1fica Globo, 1992<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9. <strong>Senhores da rua &#8211;<\/strong> o imagin\u00e1rio de meninos e meninas de\/nas ruas da cidade de Rio Branco- AC. Branco. Rio Branco: Gr\u00e1fica Globo, 1987<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9. <strong>Damas da noite<\/strong> \u2013 sexualidade e prazer como estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia. Rio Branco- AC: Gr\u00e1fica Globo, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>ACRE DAS MULHERES<\/strong>. Rio Branco: Governo do estado do Acre \/ Secretaria Extraordin\u00e1ria da Mulher, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9. <strong>A inven\u00e7\u00e3o da cidade:<\/strong> a moderniza\u00e7\u00e3o de Rio Branco na gest\u00e3o do governo Guiomard Santos (1946-50). Rio Branco \u2013 AC: 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>BEZERRA, Maria Jos\u00e9. <strong>Inven\u00e7\u00f5es do Acre<\/strong>: de Territ\u00f3rio a Estado \u2013 um olhar social.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Branco: AEA, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>________. Revisitando mem\u00f3rias na Amaz\u00f4nia Legal<\/strong>-opera\u00e7\u00f5es Rondon em tempos<\/p>\n\n\n\n<p>conjunturais (1968 \u2013 1989); 2005 \u2013 2021).Rio Branco: EAC, 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Bezerra ingressou na Academia Acreana de Letras em 15 de junho de 2004, para ocupar a Cadeira 40, que tem como patrono Ramalho Junior, membro fundador Adalberto Sena, e antecessor Geraldo Gon\u00e7alo. 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